A seguir, nossas impressões sobre a estreia desta série tão aguardada.
Nesta segunda-feira, 19 de janeiro, chega o momento do lançamento na HBO Max: A Knight of the Seven Kingdoms, um novo spin-off ambientado no universo de Game of Thrones. Depois de House of the Dragon, este é o segundo prelúdio e, ao longo de seis episódios, nos leva de volta ao período em que os Targaryen estavam no poder, 100 anos antes dos acontecimentos da série original. Aqui, não há Trono de Ferro nem grandes dinastias em guerra. Em vez disso, acompanhamos uma jornada mais pé no chão: as andanças de Sor Duncan, o Grande - chamado de “Dunk” -, um cavaleiro errante de pouca importância, e de seu escudeiro, Egg. Eis o que achamos desse primeiro episódio.
A história: a honra fora de moda diante do cinismo
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Dunk surge como um cavaleiro ingênuo, desajeitado e fiel a um código de cavalaria que parece pertencer a outra era. Na prática, o que ele tem de mais valioso são seus princípios. Pelo caminho, cruza com gente cínica, senhores desencantados e cortesãs que zombam dele.
Eles o tratam o tempo todo com desprezo, como se fosse impossível entender que alguém ainda consiga acreditar em alguma coisa. É justamente esse atrito constante que dá forma a este capítulo inicial: um idealista batendo de frente com o realismo duro dos Sete Reinos.
Egg, um garoto travesso cuja identidade ainda é um mistério, acaba se tornando seu companheiro de estrada. Ainda é cedo para dar um veredito definitivo, mas Peter Claffey e Dexter Sol Ansell sustentam essa dinâmica com honestidade e uma química que convence.
Escolhas de direção corajosas
A Knight of the Seven Kingdoms opta, de propósito, por se afastar das fórmulas das séries anteriores. Saem as batalhas grandiosas e as intrigas de poder. Logo na introdução, a produção assume um ritmo mais calmo, quase contemplativo, temperado por humor ácido. Dá para imaginar que a “grande história” vá acabar encontrando a “pequena”, mas ainda assim vale reconhecer esse caminho “anti-espetacular”, sobretudo em um episódio piloto.
No visual, a série impressiona, e ainda entrega uma trilha sonora caprichada: ela retoma temas icónicos de Game of Thrones e apresenta novas variações. As paisagens e os planos fixos têm espaço para respirar - e o público também -, especialmente num momento em que muitos já se acostumaram a mudanças de foco incessantes.
Nosso veredito
Ainda é cedo demais para cravar que A Knight of the Seven Kingdoms será um grande acerto. Um único episódio, naturalmente, não basta para decidir de vez. Mesmo assim, este começo deixa sinais bastante promissores. A série consegue se diferenciar de Game of Thrones ao rejeitar a grandiosidade de sempre e apostar numa narrativa mais humana, na escala do cotidiano. Agora, resta ver se essa promessa inicial se confirma nos cinco episódios restantes.
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